Mestre Sérgio Santos

ÔM

om swasthya yoga

ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. No entanto, cada Escola adota um traçado particular que passa a ser seu emblema. Uns são mais corretos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são iniciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adotada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.

Há dois conceitos paralelos. Um, é se o ÔM está correto. Outro, é se o traçadpousado é o iniciático. Independentemente de estar utilizando ou não o traçado iniciático, ele pode estar correto. Pode estar correto pelas normas ortográficas, porém, profano em termos de geração de linhas de força. Se estiver potencializado pelas linhas de força, seu traçado torna-se mais poderoso. Os segredos desse traçado iniciático só são transmitidos de Mestre a discípulo num processo de iniciação.

ÔM não tem tradução. Apesar disso, os hindus o consideram como o próprio nome do Absoluto, seu corpo sonoro, devido à sua antiguidade e amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correto.

 

O MANTRA MAIS PODEROSO

Nas escrituras da Índia Antiga, o ÔM é considerado como o mais poderoso dos mantras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado mátriká mantra, ou mantra máter.

O ÔM é também o bíja-mantra do ájña chakra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o mantra que produz melhores resultados para as práticas de concentração e meditação, bem como desperta um bom número de paranormalidades.

Sendo o mantra mas completo e equilibrado, sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante, mas ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibração sáttwica, que contém em sim tamas (-) e rajas (+) sublimados. Basicamente, existem sete maneiras de emitir o ÔM. Essas maneiras, com a pronúncia, a entonação e o timbre corretos, só podem ser apendidos em sala de aula.

Quando traçado em caracteres antigos, ele se torna um símbolo gráfico denominado yantra. A especialidade que estuda a ciência de traçar os símbolos denomina-se Yantra Yôga. O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas.

Cada linha de Yôga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras.

O traçado da nossa Escola:

om swasthya yoga

 

Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, seus milhares de anos de impregnação no inconsciente coletivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes da civilização européia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!

Evidentemente, portando tal símbolo, estabelecemos uma sintonia com um  corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa com a idéia de proteção o uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Independentemente disso, deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer como faríamos com a insígnia do nosso clube, do nosso time ou da nossa universidade; devemos portá-la unicamente se estivermos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição nem para auferir benefícios.

Sendo objetivo da nossa estirpe perpetuar a autenticidade do Yôga Ancestral, assuminos um desenho do yantra ÔM reproduzido fotograficamente de um texto antigo encontrado em Rishikêsh, nos Himálayas. Se você quiser seguir a nossa tradição, está autorizado a utilizá-lo, mas com a condição de que o reproduza fotograficamente ou escaneado, para não alterar sua minuciosa exatidão. Só não estará autorizado a usar o ÔM antes da sua assinatura, pois isso constitui privilégio dos que receberam a iniciação no ÔM pessoalmente do seu Mestre e aprenderam as diversas formas de traçá-lo e pronunciá-lo de acordo com os efeitos desejados. Só então poderá incorporá-lo dessa forma ao seu nome.

A nossa medalha:

ÔM medalha

Enquanto você não receber essa Iniciação, poderá utilizar o ÔM de três formas:

- vocalizando-o conforme é ensinado pelo instrutor em sala de aula.

- mentalizando o yantra ÔM durante as suas práticas de yantra dhyána;

- portando a medalha com o ÔM ao pescoço, mantendo sua vibração perto do vishuddha chakra, o centro de força da garganta.

 

 

Abaixo, segue um exemplo de uma das formas de vocalização do ÔM, nesse caso, utilizado para meditação.